
Pode parecer cedo falar em retrospectiva, mas, para quem empreende, 2027 começa muito antes de janeiro. Estamos chegando ao momento das eleições, quando o país definirá parte importante dos rumos políticos que influenciarão o próximo ciclo. Por isso, acredito que este seja o momento de olhar para 2026, entender o que vivemos e, principalmente, transformar experiência em preparação para o que está por vir.
Não foi um ano simples. Questões políticas, econômicas, fiscais e sociais bateram à nossa porta e, de alguma maneira, chegaram também aos nossos negócios. Empreender é assim: aquilo que acontece no país e no mundo acaba refletindo no consumo, nos custos, nos investimentos e nas nossas decisões. Mas cada dificuldade enfrentada em 2026 pode deixar uma lição. Se algo nos surpreendeu este ano, precisamos tomar nota para que não volte a nos encontrar despreparados em 2027.
Independentemente do governo, empreender no Brasil nunca foi tarefa fácil. É preciso coragem para assumir riscos, criatividade para encontrar soluções e firmeza para continuar quando o cenário parece pouco favorável. Não podemos controlar a política, a economia ou os acontecimentos externos, mas podemos fortalecer nossos negócios, organizar nossas finanças, buscar segurança jurídica e administrativa e tomar decisões com mais consciência. É assim que transformamos incerteza em estratégia.
Minha retrospectiva de 2026, portanto, não é sobre encerrar um ciclo. É sobre preparar o próximo. É olhar para erros, acertos, conquistas e dificuldades e perguntar: o que posso fazer melhor daqui para frente? O empreendedor tem uma enorme capacidade de transformação, do próprio negócio e também do país que ajuda a construir. Que 2027 nos encontre mais experientes, preparados e, acima de tudo, com a mesma coragem para continuar realizando.


















